Por Rodolfo Rocha
Nasrudin era um sábio, viajante, contador de histórias... O conheci através da Elaine, aquela das magias. Mulher, sábia, cheia de encantos e de histórias. Histórias essas, as quais conversam e falam das artes, das escolas, da vida. E o que é a vida, senão histórias? Vividas e ouvidas, as quais nos compõem e nos transformam. A do Nasrudin, assim como tantas outras que contamos uns aos outros no O professor que conta histórias, me transformou. Pois me provou, mais uma vez, que a arte é bela. Arranca o riso. Torna estonteantes, nossa voz, nosso semblante. Porque assim é ela. E a arte está nas coisas singelas... Trabalhar o ouvido, sensibilizar os olhos, entoar a voz, até trocar de roupas, reparar nas cores, tão simples e quão distante, muitas vezes, de nossas vidas, nossas rotinas, que cansam, mas não descansam, da reprodução do óbvio... Pro óbvio não há preparo. Já é sabido. Não traz informação, tão logo não contagia, não tem magia. E se não informa, não ensina. E o quanto ficou claro, nesses espaços de Fátimas e Nasrudins, que educação e arte conversam, sintonizam, e trazem assim, movimento aos nossos corpos. Era esse movimento que eu buscava no curso, e, de cara, o encontrei. Porque ele é quem me anima, e me fez sentir vivo. Quando o movimento cessar e o mundo prá mim parar de girar, saberei portanto, que na estagnação, quem existe é a morte.

Que coisa mais importante na vida, o movimento! Parabéns e obrigada pela reflexão!!! Beijos.
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