Em tempos atuais transmite-se a informação - e apenas isso - por plataformas diversas, multi-telas, papéis de revista ou jornal, objetivamente. A oralidade perde força diante da necessidade documental a que o ser humano se apega diariamente. Some-se a isso o vírus endêmico de "não se expôr ao ridículo" e pronto: o Narrador não existe mais.
Walter Benjamin articula diferentes nuances do personagem Narrador. Aquele que viaja ou que fica, que participa ou só conta, todos eles se foram. Porque não há tempo, não há vontade, mas há histórias. Muitas. Milhares delas. Contadas, talvez, à boca pequena, para meia dúzia de ouvintes compulsórios e, quem sabe, nem tão interessados assim.
Uma pena.
Porque todos temos um Narrador em algum lugar por dentro. Em algum cômodo, alguma gaveta, algum envelope caído atrás da cama. Porque todos nós contamos histórias todo o tempo. O que falta?
Falta refazer deste momento um momento... mágico.
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