terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Os Primos

 Os Primos

Os primos possuem lugares encantados em nossas vidas. Não importa a idade, o tempo que se passa ou a distância imposta pelas escolhas dos caminhos. O que importa numa certa idade, são as lembranças dos momentos únicos vividos.
E quando um primo parte dessa existência, se despede também um desses momentos, uma festa em família, uma risada, uma brincadeira, mas o que se plantou com alegria e sem pretensão de eternidade, continua ali, florescendo.
Hoje, foi a partida de um desses primos (Eduardo Gomes Souto), desejo que o plano astral, acolha a sua essência e a transforme em luz.
Imagem: osegredo.com.br




quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

A Roda do Tempo

 

A identificação é certeira, uma história que atravessa séculos. A simbologia entre a luz e a sombra. A Roda, sempre a Roda. A Roda do Tempo, A Roda da Fortuna, A Roda do Fiar, do Tecer, do Cantar, do Dançar. Mas é por meio das mulheres que a magia é movimentada e a sabedoria manifestada. Como se estivessem manipulando linhas invisíveis, a energia em forma de luz, vai ganhando o espaço, curando, transmutando e criando camadas de proteção. E naquelas personagens me encontro e me alimento, revivendo algo talvez adormecido, mas ainda presente em algum lugar dentro de mim.





segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

A Noite da Virada

 


Inacreditável, mas o ano novo vem chegando e com ele as expectativas, as famosas esperanças e os projetos. Estes nem tão longos, nem tão grandiosos, apenas virar a noite com as pessoas que estiveram com você durante todo o ano. Ou abrir aquela garrafa da bebida preferida e olhar o céu, cheio de desenhos feitos pelos fogos de artifícios. Impressionante como a conta vem e de repente, ali, no corpo uma manchinha rosada, no braço, perto do ombro. No primeiro momento você atribui a um inseto qualquer, a fissura incomoda, como um arranhar para lembrar do que viveu no ano que está prestes a partir e ainda continua latente. E quando menos se espera braços, abdômen, pernas, elas vão espalhando, deixando o rastro da raiva, da irritação, dos arrependimentos ainda pendentes do ano velho. E quanto mais aparecem, crescente é a imaginação fértil criada na mente insana. Que a essa altura vem dominando com doses grandes de ficção e drama. O que te restou foi a noite escura da solidão, com as feridas sendo abertas e nessa noite, justo nessa noite não irão cicatrizar. Você viu, todas as pessoas já estão ocupadas preparando a sua ceia, as roupas brancas e correndo para o mar. Incluindo aquelas, em que a presença havia sido cogitada ao seu lado (dizia a mente).  As manchinhas rosadas continuaram a surgir, quando o relógio anunciou meia noite e os fogos riscaram o céu, em alto som dizendo que o novo ano havia chegado, a mente esperta criou outra ilusão, ainda não será dessa vez, não desfalecerá, não em feridas abertas. Os olhos fecharam, feito fim de espetáculo, os fogos silenciaram, os desenhos no céu foram apagados, restando as manchinhas rosadas, agora em maior número.

 

 

 

A PERGUNTA (Conto Indiano)

A PERGUNTA (Conto Indiano) Do livro: O Violino Cigano e outros contos de mulheres sábias Recontados pela PROFA. Regina Machado Editora Cia....