"Os meus olhos tem a fome do horizonte"
Há muito tempo aconteceu um encontro. Um homem e uma mulher dentro daquela manhã de sol. Era tanto brilho que quase os olhos não podiam suportar, era necessário piscar para ver melhor. Em cada pisco uma surpresa, o brilho continuava lá, cada vez mais intenso. A manhã se estendeu pela tarde, também pela noite e os dois já não conseguiam mais se separar. No meio da tarde andaram entre obras de arte, seus corpos performavam um único desenho. Ficaram assim, braços dados rodopiando entre as cores. E o tempo que guarda também faz lembrar, memória da pele, no reencontro solar.
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