segunda-feira, 25 de julho de 2016

Teu nome na minha boca




Há alguns dias o nome dele pairava momento e outro na boca dela. Sem saber ao certo algumas lembranças de instantes vividos, devolvia o sorriso até então um pouco esquecido. Como brisa perdida no mar, o olhar dele foi se dissolvendo e ela nunca mais o viu. Apenas algumas frases semanais, mas com vãos de distâncias que ela adoraria encurtar. Em meio a tantas incertezas, a única verdade que inundava o seu coração era a memória do abraço dele. Como pôde ser tão carinhoso, deixar marcado os lábios doces e ao mesmo tempo exigentes nos lábios dela. Os pensamentos inundados de hipóteses aceleram o pulsar, mas o que são as suposições, senão armadilhas que provocam ainda mais a distância. Decisão tomada era seguir com a saudade, sem perguntar, por que ele? O que esse homem tem que não a deixa esquecer, ao contrário, faz querer? Ela? O que ela quer? Viver na entrega do presente, deixar  o passado e muito menos desejar o futuro. O que ela quer, o abraço dele, o sorriso sem cobranças. O que ela quer, ficar nos braços dele, na pele dele. O que ela quer, ouvir as suas histórias e os seus momentos de silêncios. O que ela quer, ouvi-lo tocar a canção mais branda e a mais vibrante. O que ela quer, ser sua amiga e também amante. O que ela quer, esquecer as idades, os tempos e mergulhar em sua saliva, sorver seus líquidos; e quando acordar, irá ouvir o nome dele sussurrado em sua boca.


#elainegomes  

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