Há alguns dias o nome dele
pairava momento e outro na boca dela. Sem saber ao certo algumas lembranças de
instantes vividos, devolvia o sorriso até então um pouco esquecido. Como brisa
perdida no mar, o olhar dele foi se dissolvendo e ela nunca mais o viu. Apenas
algumas frases semanais, mas com vãos de distâncias que ela adoraria encurtar.
Em meio a tantas incertezas, a única verdade que inundava o seu coração era a
memória do abraço dele. Como pôde ser tão carinhoso, deixar marcado os lábios
doces e ao mesmo tempo exigentes nos lábios dela. Os pensamentos inundados de
hipóteses aceleram o pulsar, mas o que são as suposições, senão armadilhas que
provocam ainda mais a distância. Decisão tomada era seguir com a saudade, sem
perguntar, por que ele? O que esse homem tem que não a deixa esquecer, ao
contrário, faz querer? Ela? O que ela quer? Viver na entrega do presente,
deixar o passado e muito menos desejar o
futuro. O que ela quer, o abraço dele, o sorriso sem cobranças. O que ela quer,
ficar nos braços dele, na pele dele. O que ela quer, ouvir as suas histórias e
os seus momentos de silêncios. O que ela quer, ouvi-lo tocar a canção mais
branda e a mais vibrante. O que ela quer, ser sua amiga e também amante. O que
ela quer, esquecer as idades, os tempos e mergulhar em sua saliva, sorver seus
líquidos; e quando acordar, irá ouvir o nome dele sussurrado em sua boca.
#elainegomes

Nenhum comentário:
Postar um comentário